Montevidéu estuda hidrogênio e eletrificação de equipamentos portuários
Estudo divulgado pela ANP uruguaia compara hidrogênio, baterias e eletrificação direta, considerando custos, infraestrutura e impactos sociais.

O Porto de Montevidéu, no Uruguai, é objeto de um estudo que compara hidrogênio verde e diferentes formas de eletrificação de equipamentos portuários. Os avanços da consultoria foram divulgados pela Administração Nacional de Portos (ANP) em 16 de setembro. A etapa é de avaliação de alternativas, não de anúncio de uma frota já convertida.
O trabalho é desenvolvido pela CSI, com recursos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). A iniciativa é promovida pelo Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, com o aval da ANP. A apresentação foi disponibilizada à comunidade portuária por meio do Comitê Executivo de Gestão Ambiental Portuária.
O que está em avaliação
A análise abrange tecnologias alimentadas diretamente por eletricidade, baterias e hidrogênio, além da infraestrutura necessária para utilizá-las. Entre os equipamentos considerados estão caminhões de pátio, empilhadeiras, guindastes sobre pneus e rebocadores.
O estudo também compara investimento inicial, despesas operacionais e custo total ao longo da vida dos equipamentos. Modelos de financiamento e diferentes horizontes de investimento integram a avaliação.
Transição exige mais que a troca de combustível
As dimensões ambiental e social incluem emissões, segurança, necessidades de capacitação e consulta aos atores envolvidos. Esses elementos devem orientar a comparação entre as alternativas antes de decisões de implantação.
Fontes: ANP, comunicado de 16 de setembro e apresentação técnica da CSI.
Capa: ilustração conceitual de alternativas energéticas para equipamentos portuários; não representa um veículo ou instalação real de Montevidéu. Crédito: Portos em Pauta.
Imagem gerada por IA.
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